Nova LGPD: Empresas já se adequaram?

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A lei da Nova LGPD entrou em vigor e veio com o propósito de trazer mudanças significativas nos ambientes empresariais.

A adequação à nova LGPD é crucial para garantir a proteção dos dados pessoais e a transparência nos serviços prestados. 

Dessa forma, negócios de variados segmentos vão precisar reforçar a segurança dos dados dos clientes, sendo mais claros sobre o uso, a coleta e o armazenamento dos mesmos. Afinal, os dados continuam pertencendo a seus titulares.

A preocupação de diversos países sobre proteção de dados é discutida a longo de anos. Sem dúvida, medidas mais seguras precisaram ser tomadas após vazamentos de informações ocorridos nas mídias sociais.

Embora muita gente não saiba, todos os dias compartilhamos dados. Seja no simples ato de navegar na internet, ao fazer compras online, procurar por locais no mapa, e até mesmo tirar uma foto.

Antes de tudo, já adiantamos que é de suma importância que sua empresa adote as medidas o quanto antes. Ou, é melhor se preparar para as penalidades.

Certamente, como toda grande mudança no setor empresarial, essa nova lei tem gerado muitas dúvidas.

Leia nossa matéria e fique por dentro desse momento de mudança.

O que é a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais foi criada no Brasil em 2018 e é responsável por detectar violações no microssistema jurídico de proteção dos dados.

Ela determina regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais com a finalidade de garantir maior segurança quanto aos dados de seus clientes. 

Nova LGPD: Empresas já se adequaram?

Como funciona a LGPD?

Ela é uma GDPR brasileira (Regulamentação Geral sobre a Proteção de Dados) e impacta a forma que as empresas e organizações captam, armazenam e utilizam dados de terceiros tanto para serviços digitais (online) quanto em via física (offline), impondo mais penalidades para o não cumprimento da lei.

Objetivos da Nova LGPD

Garantir direitos fundamentais de liberdade e de privacidade, além de certificar o direito à proteção de dados pessoais dos usuários, através de práticas seguras, regras únicas e corretas.

Para os usuários, ela é a voz ativa nos tratamentos dos dados pessoais. Além disso, a nova LGPD também incentiva o desenvolvimento econômico e tecnológico.

Leia mais clicando aqui.

O que muda para as empresas?

A nova lei muda contundentemente a forma como as pessoas e empresas tratam os dados. Será preciso se adequar à nova regulamentação, pois o tratamento de dados pessoais somente poderá ocorrer nas hipóteses previstas no artigo 7º da LGPD).

É importante se adequar pois o não cumprimento à LGPD poderá gerar multas.

Nova LGPD: Empresas já se adequaram?

Outra prática que precisa ser adotada pelas empresas é nomear um Encarregado pelos Dados. Essa pessoa receberá o título de DPO e pode ser pessoa física ou jurídica. Ela será responsável por gerenciar os dados da empresa.

É importante que a empresa identifique o DPO de forma pública, divulgando informações de contato.

Essas informações foram úteis e te ajudaram? Deixe seu comentário caso sim!

Vamos falar sobre qualificação em tecnologia?

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A questão profissional e a qualificação em tecnologia precisam ser discutidas. A respeito do tema ciência, tecnologia e estudos no Brasil, certamente existem algumas barreiras que precisam ser deixadas para trás. 

Embora tenha um grande número de pessoas graduadas, porque a qualificação em tecnologia anda em baixa no mercado? 

Com a finalidade de questionar o sentido dos cursos de graduação frente as constantes mudanças do mercado e sociedade, a palestra: “Quebrando o tabu da formação acadêmica: Graduação x Qualificação na área de tecnologia.” levanta a pergunta:

O que vale mais, diploma ou conhecimento?

Vamos ver um pouquinho do que foi dito durante a apresentação com as palavras dele mesmo.

No dia 31/03/2021 tive o privilégio de palestrar no Thinking Digital 2021 sobre um tema muito controverso, que é a necessidade da formação acadêmica para uma oportunidade no mercado de tecnologia.

O ano de 2020 foi um ano muito duro, não só para nós brasileiros, mas para todo o mundo devido a uma crise sanitária sem precedentes, o Covid-19.

Infelizmente, muitas empresas foram fechadas, quantos empregos foram perdidos e, acima de tudo, quantas pessoas queridas se foram. Graças a Deus há uma perspectiva muito positiva com as vacinas e, se tudo der certo, acreditamos que o próximo ano retornaremos à normalidade – ou seria o novo normal?!

Vejam algumas das estatísticas sobre o Brasil no ano de 2020:

  • Desemprego chegou a 14.6%
  • Renda per capita de R$ 1380,00

Mas como ficou o mercado de qualificação em tecnologia? Será que ele foi proporcionalmente impactado? 

Pelo contrário, com certeza não! O ano de 2020 foi bastante aquecido. Muitas oportunidades surgiram. Seguimos na contramão de todos os outros mercados.

Vamos falar sobre qualificação em tecnologia?

Mas será que temos facilidade para contratar esses profissionais?

Certamente um outro grande não! Qual é a nossa dificuldade? O que é preciso para atuar neste mercado?

Do ponto de vista do mercado, nós precisamos de profissionais que saibam fazer a roda girar. Tudo é muito dinâmico, principalmente num mercado que muda de 6 em 6 meses. Quem entra nesse mercado precisa estar disposto a enfrentar as constantes transformações. 

Gostaria de te convidar a olhar rapidamente os requisitos de algumas oportunidades no mercado. Clique aqui e veja rapidamente o que é pedido. Não se preocupe se não entender as exigências. Guarde o que você viu. Vamos abordar mais a frente.

Da mesma forma, confronte a vaga com a grade curricular de algumas faculdade nos links abaixo:

Sem dúvida, com pouco tempo de análise você percebeu que as formações são muito abrangentes e generalistas.

Só para ilustrar, após anos de estudo, 2 a 5 anos em média, dependendo do curso de graduação, a pessoa que investiu bastante tempo e dedicação não estará pronto para atuar no mercado de trabalho. 

Grade X realidade de mercado

Será que é responsabilidade dos cursos de graduação manter uma grade condizente com as necessidades do mercado – suportando inclusive as constantes transformações do mercado e sociedade?

Sim, e com certeza temos um grande sim aqui!

Vejam o que diz o parecer CNE Nº 776/97, que orienta para as diretrizes curriculares dos cursos de graduação:

“[…] Os cursos de graduação precisam ser conduzidos, através das Diretrizes Curriculares, a abandonar as características de que muitas vezes se revestem, quais sejam as de atuarem como meros instrumentos de transmissão de conhecimento e informações, passando a orientar-se para oferecer uma sólida formação básica, preparando o futuro graduado para enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional […]

Voto dos Relatores

[…]

4) Incentivar uma sólida formação geral, necessária para que o futuro graduado possa vir a superar os desafios de renovadas condições de exercício profissional e de produção do conhecimento, permitindo variados tipos de formação e habilitações diferenciadas em um mesmo programa;

[..]

6) Encorajar o reconhecimento de conhecimentos, habilidades e competências adquiridas fora do ambiente escolar, inclusive as que se referiram à experiência profissional julgada relevante para a área de formação considerada;

7) Fortalecer a articulação da teoria com a prática, valorizando a pesquisa individual e coletiva, assim como os estágios e a participação em atividades de extenção”

Mais sobre os cursos de graduação

qualificação em tecnologia

O ponto mais contundente é que os cursos de graduação não podem ser vistos somente como meros transmissores de informações e conhecimentos. Nós temos o Google que já faz isso! Se os cursos de graduação forem somente isso, eles já estão obsoletos. É uma dívida nossa como sociedade.

Os cursos de graduação precisam se preocupar não só com mercado de trabalho, mas também com as constantes transformações na sociedade. Precisa reconhecer outros saberes que são também adquiridos fora do ambiente acadêmico.

Existe um grande buraco no mercado: existem gestores, educadores, pesquisadores, mas não existem técnicos. Para suprir esse gap, as empresas e os próprios profissionais montaram formações focadas nas necessidades do dia a dia. 

Como empresas, podemos observar a Microsoft, Google e Totvs, por exemplo. Essas empresas têm plataformas de treinamento abertas. Qualquer pessoa pode acessar. E o material é gratuito.

A Microsoft tem um programa de evangelização que beneficia a comunidade que está constantemente promovendo suas tecnologias. O Google patrocina vários eventos, envia mundo afora seus técnicos para evangelizar sobre técnicas e tecnologias.

Os próprios profissionais perceberam esse gap e montaram plataformas de aprendizado de excelência: 

Será que um certificado serve de prova de domínio de conhecimento?

Outro grande não! 

O modelo dos certificados dos cursos atuais de graduação é obsoleto. O mercado se transforma de tempos em tempos. De tecnologia a cada 6 meses.

Portanto, em outras áreas pode variar, de dois em dois anos, de 10 em 10 anos, só o mercado pode ditar essa regra. Certificações de empresas como a Microsoft tem tempo de validade e por consequência, o profissional precisa fazer a prova novamente. Ou seja, muitas vezes, aquela certificação em determinado tempo deixa de existir. 

Retornando às oportunidades acima e confrontando com as grades de cursos de graduação, as grades dos cursos de graduação acabam por não ser o melhor parâmetro.

Será que um desenvolvedor web precisa entender de campos, ondas e dispositivos eletromagnéticos?

Não precisa, porém, estamos filtrando por aqui. Uma melhor abordagem seriam desafios técnicos. Empresas como a Stone e a Globo.com já aplicam.

O que se pode concluir sobre qualificação em tecnologia para atender a um exigente mercado?

Como resultado desta palestra, falo para que haja um alerta, pois, os saberes necessários para atuar como técnicos no mercado também exigem anos de estudo, empenho e infelizmente, ainda não observamos foco nos cursos de graduação e pós-graduação nessas áreas.

Precisamos refletir mais como sociedade sobre o sentido dos cursos de graduação. Exigir um curso de graduação para um desenvolvedor de sistemas soa como exigir um curso de graduação para se atuar como um cabeleireiro, cozinheiro, etc.

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Acesse o link abaixo se não conseguir pela imagem:

FONTES: